Cuiabá - MT, 27/01/2022 às 10:42 hs

Atualidade

1º Prêmio Paulo Freire de Jornalismo

“Educação Pública na Pandemia: inovação para manter a aprendizagem e o vínculo do aluno nas escolas das redes estaduais de ensino”.

O tema é absolutamente pertinente ao momento em que vivemos.
Perdas. Incertezas. Pandemia que não acaba. 

O mundo real anda muito duro. E ainda mais duro, para as crianças de escolas públicas que vivem verdadeiramente a realidade do Brasil das diferenças.

Existem muitos "Brasís", neste em que cotidianamente acordamos. Mundos paralelos.
Pelo menos para mim, os vejo assim. Mas eu não sou jovem. Os games estão em toda a parte, em todos os celulares. 

Pensemos juntos, com informações: 

*Para os aficionados por jogos eletrônicos, jogar é uma atividade complexa e repleta de gratificações – desde prêmios até o próprio desenvolvimento nas habilidades dos games. Para além do escapismo que quebra a monotonia da vida real, o game gera pertencimento e propósito. Tudo isso, porém, frequentemente é encoberto por uma série de preconceitos que desvirtuam o estilo de vida dos gamers. Como este cenário está evoluindo? Como a popularização do universo dos jogos irá definir o real perfil do gamer no Brasil e no mundo? ( O Globo )

*Não é brincadeira. É negócio. Negócio sério. Negócio bilionário. O mais novo estudo da Accenture Gaming:
The New Superplatform revela que o valor total do setor de games já ultrapassa os US$ 300 bilhões, recorde histórico. É tão sério que o montante supera a soma dos mercados de filmes e música, extremamente presente no cotidiano das pessoas. E a perspectiva de futuro é positiva.
O levantamento aponta ainda que os gamers passam em média 16 horas por semana jogando, oito horas assistindo a transmissões de jogos e seis horas por semana interagindo em fóruns e comunidades de adeptos e praticantes.
Três em cada quatro jogadores esperam que os games on-line se tornem uma parte ainda maior de sua experiência e vivência em jogo no futuro. Aperte o play! ( Istoé Dinheiro em 14/05/2021 )

E na temática proposta, porque não aproximarmos esse mundo dos gamers aos nossos estudantes das redes públicas?

Eles - os gamers, os jogadores, streamers, são os ídolos da juventude, e é inegável que as telas fazem parte de todo o cotidiano do brasileiro. 

As redes sociais dos famosos gamers chegam a milhões de seguidores. Existem investimentos chineses, americanos, indianos, em jovens brasileiros contratados por plataformas de jogos, que ganham milhões - por mês! 

LOUD. É uma das plataformas milionárias:

"Eu gosto de falar que fui para a Disney, e daí apareceu a ideia da LOUD", comenta o fundador da organização, Bruno "PlayHard". A LOUD surgiu oficialmente no início de 2019, mas a ideia nasceu no encontro de PlayHard com o amigo Jean Ortega, em agosto de 2018, durante um passeio pela Disneylândia, em Los Angeles.

E essa é só uma das curiosidades sobre a origem da equipe.

Jean, que hoje é um dos sócios da equipe junto com PlayHard, trabalhou no estúdio de games Super Evil Megacorp, responsável pelo MOBA para celular Vainglory, lançado em 2014 e que tem relativo sucesso. Jean atualmente mora na casa da LOUD nos EUA, que acaba virando sede temporária para outros integrantes do time.

A LOUD tem um terceiro sócio, Matthew Ho, também ex-funcionário da área de marketing na Super Evil Megacorp. Com esse backgroud, por que não apostar em algo mais seguro, como um time de League of Legends, Counter-Strike ou FIFA? Claro que não. O caminho era mobile.

"A gente sabia que tinha organizações de eSports grandes já consolidada (em outras modalidades)", conta PlayHard. "Então, não bastava fazer mais do mesmo e atacar um mercado em que a gente não tem experiência, não tem fãs. Tinha que ter uma abordagem diferente".

Free Fire já era um game de sucesso na época, e a LOUD contou também com a sorte de o Battle Royale crescer de uma forma que poucas vezes se viu em um cenário competitivo, atraindo ainda milhões de jogadores, no Brasil e no mundo." ( uol ) " 

O que precisamos é " fazer negócio " com esses investidores. Traze-los para o Brasil real, o da escola pública, com seus ídolos fazendo campanhas gratuitas para incentivar o ensino e o vínculo com a escola.
As crianças e adolescentes se ligam nessa ideia, e dessa forma os mundos que parecem paralelos, seriam aproximados, e ajudariam, assim,  quem mais precisa. 
Os " donos " dos gamers teriam todo o interesse, com certeza,  em colaborar com essa campanha. Mídia. Bonificação com grandes patrocinadores por " fazerem o bem ". Mundo de trocas em que vivemos, tudo normal,  desde Cabral ... 

O bem aumenta o bem. O estudo é o único caminho. 
Os jogos, aumentam o poder do raciocínio, e os gamers são jovens bem sucedidos e idolatrados por todos. 
Aproximar os mundos é a solução.
Vamos criar campanhas, usar o poder de influência dos gamers para prender nossos alunos da rede pública ao estudo, enquanto durar a Pandemia - que não acaba ... 
Por que não, a cada fim de jogo, o ídolo perguntar sobre o engajamento na escola, falar da necessidade de estudar,  e que eles estudem, para que possam depois, jogar, e quem sabe um dia, serem contratados, por exemplo, pela Loud?
É possível. É real! Vamos nos mexer, e fazer acontecer!
#ficaadica!

por Anamaria Bianchini em 10jan21

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